Ateus e Adaptação

 





William >> Pense em algo que não vemos, não sentimos, não cheiramos, não tocamos, muitos nem sabem que existe e no entanto faz muito parte das nossas vidas, é difícil imaginar nosso mundo sem.

Eliza >> Ondas existem deuses, não 👍🏽

William >> Espiritualistas predominam.
  São mais adaptáveis que os ateus ou algum agente exterior os protege?

Eliza >> adaptáveis a quê???

William >> A adaptação ocorre por meio da seleção natural.
  Em qualquer população, existem variações individuais herdáveis.
  Como os recursos do ambiente são limitados, os indivíduos com características favoráveis têm maior chance de sobreviver e se reproduzir.
  Com o passar das gerações, essas variações vantajosas tornam-se mais frequentes na população, tornando a espécie cada vez mais apta ao seu ambiente.
  Adaptar-se não é mudar por vontade, mas sim o resultado da sobrevivência dos mais aptos.

Eliza >> E onde deuses entram nessa fatura??‽?

William >> Não pense em "deuses", pense em agentes externos a humanidade, outras formas de vida.

  Se segundo ateus, o determinismo biológico impera e não há nenhum agente externo agindo.
  Ter crença tem se demonstrado muito melhor que não ter, promove uma adaptação humana mais eficiente, haja visto todos os impérios que já existiram no mundo, tirando a URSS não lembro de nenhum declaradamente ateu.
  Hoje temos a China, assumiu oficialmente a posição de segunda maior economia do mundo no ano de 2010, quando ultrapassou o Japão em Produto Interno Bruto (PIB) nominal.
  É algo muito recente, não dá para bater o martelo sobre seu sucesso porque a qualidade de vida naquele país deixa muito a desejar ... se comparada com o Japão (só um exemplo)

  Por outro lado, se segundo ateus, ter crença é uma grande desvantagem adaptativa e estiverem certos nessa questão... algum agente externo protege os crentes.

  Essa lógica entra em sua mente?




✧✧✧



Resumo:


1. Invisibilidade não significa inexistência: Assim como as ondas elétricas e eletromagnéticas não podem ser vistas ou tocadas, mas têm papel fundamental na nossa realidade, a existência de algo invisível aos sentidos humanos não deve ser sumariamente descartada.

2. Predomínio e adaptabilidade dos espiritualistas: A predominância de pessoas com crenças espirituais ao longo da história levanta o questionamento central: ou os crentes são biologicamente mais adaptáveis que os ateus, ou existe algum agente externo protegendo-os.

3. Aplicação do conceito de Seleção Natural: A adaptação e a sobrevivência não dependem da vontade do indivíduo, mas sim de variações vantajosas herdadas que tornam o grupo mais apto a prosperar em seu ambiente ao longo das gerações.

4. Vantagem adaptativa da crença: Se o determinismo biológico for soberano e não houver agentes externos, ter uma crença se mostra historicamente mais eficiente para a sobrevivência e organização humana, haja vista a quase totalidade das grandes civilizações e impérios serem compostos por povos crentes.

5. Relatividade do modelo ateu (caso da China): Países declaradamente ateus são raras exceções históricas. Embora a China tenha alcançado a posição de segunda maior economia do mundo em 2010, esse sucesso econômico recente ainda não garante consolidação adaptativa plena, devido a ponderações sobre a qualidade de vida se comparada a outras nações.

6. O dilema lógico para a visão ateísta: Se o ateísmo estivesse correto ao considerar a crença uma "desvantagem adaptativa", a permanência e a força dos crentes ao longo do tempo indicariam, por pura lógica, a intervenção de algum agente protetor externo à humanidade.

7. Moralidade fundamentada na lógica: A conduta moral e a busca pelo bem não dependem da fé em deuses; ser bom é uma escolha de pura lógica utilitária, pois viver em um ambiente próspero e pacífico aumenta as chances de uma vida longa e próspera para todos.


 


  

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