Salários e Impostos

 



Comentarista: Lula deveria aumentar o salário mínimo para R$2500,00.

William >> Sei que matemática e dedução lógica não são do interesse de muitos, mas ...

  Imagine, você tem uma padaria que lhe rende (lucro) 10 mil por mês, sua folha de pagamento é de 30 mil.
  O governo aumenta o salário mínimo, a folha de pagamento vai para 45 mil.
  Você montou uma padaria para ter prejuízo mensal de 5 mil!?
   Para você enquanto proprietário continuar ganhando os mesmo 10 mil precisa aumentar o preço de tudo.

  O mesmo acontece com todos os outros produtos e serviços.
  Os proprietários e o próprio governo (estatais) tem que equilibrar os custos, não vão trabalhar de graça.

  Tá, você vai ganhar nominalmente mais, mas na pratica vai continuar com o mesmo poder de compra.
  Veja o caso da carne, até pouco tempo atrás conseguia patinho por 38 reais o quilo (na região onde moro), agora (Outubro 2026) por menos de 50 reais não encontro.
  O salário sobe nominalmente, mas não raro compra até menos do que comprávamos.
  Se os impostos baixassem ai sim sentiríamos a diferença.
  No caso da carne dos 50 reais, 15 reais vão para o governo.
  Mas no Brasil o “vilão” é quem emprega (dono da padaria) e quem produz.(todos seus fornecedores)
  O governo é nosso “protetor”.
  Acredite quem quiser.

(Por favor, não estou pedindo o fim do Governo, precisamos dele, apenas precisamos ser mais exigentes de como o Presidente, Governador, Prefeito usa o dinheiro dos impostos.)


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Resumo:


1. Aumento salarial gera aumento de custos: Um reajuste alto no salário mínimo encarece imediatamente a folha de pagamento das empresas, tornando insustentável a manutenção dos lucros sem reajustes.

2. Repasse inevitável nos preços: Para que os proprietários de negócios (como o exemplo da padaria) continuem obtendo lucro e não operem no prejuízo, eles são obrigados a aumentar o preço de todos os produtos e serviços.

3. Ilusão do poder de compra: Embora o valor nominal do salário aumente, o custo de vida também sobe na mesma proporção (ou mais), fazendo com que o poder de compra real permaneça estagnado ou até diminua (como no exemplo do preço da carne).

4. O peso da carga tributária: O verdadeiro fator que compromete o orçamento das famílias e a economia são os altos impostos, cuja redução traria um alívio real (citando que R$ 15 de um quilo de carne de R$ 50 vão para o governo).

5. Inversão de culpados na sociedade: Há uma distorção na percepção pública, onde o empresário que emprega e os produtores são tratados como "vilões", enquanto o governo — que arrecada grande parte do valor — é visto incorretamente como um "protetor".

6. Necessidade de responsabilidade fiscal e cobrança: O problema central não é a existência do Estado em si, mas sim a falta de exigência da população em relação a como governantes (Presidente, Governadores e Prefeitos) utilizam o dinheiro dos impostos.

7. Importância da lógica e matemática econômica: Decisões econômicas populistas (como aumentos salariais sem respaldo estrutural) ignoram conceitos básicos de contabilidade empresarial e matemática financeira, gerando efeitos colaterais negativos na prática.



  

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