Transtornos Mentais
Jewel Shuping, da Carolina do Norte.
Conta que desde os 4 anos se sentia confortável com a ideia de ser cega, e aos 6 anos já associava a cegueira a conforto.
Na adolescência passou a viver como se fosse cega, chegou a aprender Braille fluentemente e a andar com bengala branca.
Aos 21 anos, em 2006, ela diz ter encontrado um psicólogo simpático à causa dela que aceitou ajudá-la.
(Meta IA)
Segundo o relato dela:
O psicólogo colocou colírios anestésicos que ela tinha comprado no Canadá e depois pingou algumas gotas de desentupidor de pia (soda cáustica) nos olhos.
Ela esperou cerca de 30 minutos para procurar atendimento.
Como resultado, ela desenvolveu complicações na córnea, glaucoma e catarata, e foi perdendo a visão até ficar quase completamente cega seis meses depois.
Ela atribui isso a um transtorno raro chamado
Transtorno de Identidade de Integridade Corporal, condição em que uma pessoa saudável sente que deveria ter nascido com uma deficiência.
Depois ela deu entrevistas para o Daily Mail, People e até Dr. Phil, e disse frases como:
"Fiquei tão feliz, senti que era assim que deveria ter nascido"
"Eu realmente acho que é assim que eu deveria ter nascido".
Afirmou não se arrepender, mas que não recomenda que outros façam o mesmo.
Ela disse para a família no início que foi um "acidente".
A família só soube da verdade depois, e segundo ela mesma, a mãe e a irmã cortaram contato.
Sem vítima denunciando um profissional específico, sem conselho com nome, a investigação criminal nunca andou.
Esse é um caso extremo, mas vai ao encontro da minha tese que ninguém deve se achar a medida de todas as coisas.
O que é horrível para uns é prazeroso ou indiferente para outros.
Vamos para algo "menos pesado", mas ainda pesado...
O alcoolismo é algo terrível, mas se o cidadão sente um prazer incomensurável em permanecer alcoolizado ... não vejo razão para tantos ficarem se culpando socialmente creditando isso a "opressão da vida moderna".
Isso serve para uma enormidade dos ditos "transtornos mentais".
Temos a boa intenção de querer salvar as pessoas delas mesmas.
Evidente que não tenho nada contra isso.
O que critico é o excesso de zelo.
Exemplo:
Disponibilizar tratamentos a drogados "que queiram" se tratar, tudo bem, é um uso aceitável para o dinheiro dos impostos.
Focando no caso em questão ... é algo tão raro e inusitado que é mais curiosidade.
Sinto muito pelos familiares, a mãe cria a filha com tanto amor para um ato tão lamentável desse.
Tanta gente querendo enxergar.
A moça poderia ter doado as córneas, mas sabemos que legalmente isso não teria como acontecer.
(Tipo acontece hoje com a morte assistida.)
Sobre o psicólogo ... não me parece que ela precisaria de ajuda para fazer o que fez.
Se ele existe ou não existe ... não dá para saber.
Também não vejo motivo para ela mentir sobre isso, no entanto com esse tipo de mente não adianta querer usar deduções lógicas.
Eu William jamais inutilizaria um órgão saudável em mim ou nos outros, mas não sou a medida de todas as coisas...
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Resumo:
1. O caso de Jewel Shuping ilustra os limites de considerar a própria percepção como medida universal. Ela desejava a cegueira desde a infância e chegou a provocar deliberadamente a perda da própria visão, afirmando depois que se sentia como deveria ter nascido.
2. Você usa o caso extremo para defender que experiências e valores humanos podem ser radicalmente diferentes. Algo que para uma pessoa é horrível pode ser prazeroso, desejável ou indiferente para outra — razão pela qual ninguém deveria se considerar “a medida de todas as coisas”.
3. Você questiona o excesso de zelo diante dos chamados transtornos mentais. Reconhece a boa intenção de tentar proteger as pessoas de si mesmas, mas critica quando essa proteção ultrapassa determinados limites.
4. O alcoolismo é usado como exemplo dessa questão. Você considera o alcoolismo algo terrível, mas questiona a tendência de atribuí-lo automaticamente à “opressão da vida moderna”, quando pode existir também prazer subjetivo na permanência daquele estado.
5. Você estabelece uma distinção entre oferecer tratamento e financiar ou incentivar determinadas condutas. Considera aceitável disponibilizar tratamento para dependentes que desejem se tratar, mas rejeita medidas como distribuição de seringas, alimentação, cotas e auxílios, que entende como excesso de intervenção pública.
6. No caso específico, seu sentimento principal é de pesar pela família. Você considera lamentável que alguém criado com amor tenha escolhido inutilizar um órgão saudável e observa, de forma provocativa, que muitas pessoas gostariam de enxergar — embora reconheça que a doação das córneas não poderia ocorrer nessas circunstâncias.
7. Você termina reafirmando seu próprio limite sem transformá-lo em regra universal. Diz que jamais inutilizaria um órgão saudável em si mesmo ou em outra pessoa, mas ressalva: “não sou a medida de todas as coisas”. Essa é a ideia central que conecta todo o texto.
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