Destino Predeterminado.
William >> Quem eu nasci para ser?
No espelho da postagem o individuo esta se enxergando um Rei, mas é uma projeção mental dele.
No espelho da postagem o individuo esta se enxergando um Rei, mas é uma projeção mental dele.
No que conseguimos perceber como realidade é que fora do espelho é um cidadão "comum".
O problema nesse tipo de pensamento esta justamente aí, todos (ou a maioria) apostam que nasceram para ser Reis.
Mesmo no passado mais distante, quando predominava o regime da Monarquia, reis eram poucos plebeus eram muitos.
E se você nasceu para ser plebeu?
O esforço para ser rei e permanecer rei (caso aconteça essa oportunidade) vai ser gigantesco, será que o prazer vai compensar a dor, o peso das decisões?
Nietzsche não está falando do destino predeterminado, perceba que a pessoa esta sendo o que não era para ela ser.
Então do que o filósofo esta falando?
Esse tipo de pensamento provoca varias interpretações.
A pessoa pega o texto real e faz a "sua projeção mental", por vezes nem isso, apenas repete feito papagaio a dedução de outra pessoa, seu professor de filosofia ou algum pensador que gosta.
Li muito da obra de Nietzsche, tenho uma visão holística dos seus pensamentos.
Entretanto não ouso bater o martelo dando certeza do que ele quis dizer.
Ele precisaria estar vivo e ele mesmo especificar exatamente o que quis dizer.
"Minha" projeção mental é ...
Ninguém nasce se conhecendo profundamente.
Até percebermos nossas principais qualidades e defeitos leva pelo menos 10 anos.
Nessa idade nem sabemos qual será nossa altura ou grau de "beleza", olhando para nossos pais podemos especular, não muito mais que isso.
Quanto somos inteligentes?
Através de comparações nas notas escolares podemos ter uma boa noção lá pelos 18 anos.
Nossa facilidade ou dificuldade de passar em testes.
Dito isso ... esse pensamento de Nietzsche deve ser levado mais em conta depois dos 20 anos.
A maioria de nós esta dentro de uma média.
Ciente das suas capacidades e incompetências tente ser o melhor que puder ser.
Acredita que pode ser "rei" (ter sucesso na área que escolheu) "dentro das suas possiblidades" tente, não fique arranjando desculpas para nem tentar.
Eu gosto de escrever e escrevo.
Isso por si só garante que terei sucesso nessa área?
Óbvio que não.
É aquele pensamento bem conhecido para quem joga futebol.
Chutar de qualquer jeito não adianta nada, desperdiça energia e devolve a bola para o adversário.
Mas não chutar de jeito nenhum ... não tem como marcar gol.
Você pode ser muito sortudo e o adversários marcar gol contra😉 ... a vida também tem dessas coisas.
Existe o mérito, mas também existe a sorte, com essas duas variáveis tão atuantes fica difícil admitir um "destino predeterminado".
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Resumo:
1. A ilusão da projeção mental de grandeza:
As frases motivacionais costumam fazer o indivíduo se enxergar como um "rei" no espelho, quando a realidade concreta mostra apenas um cidadão comum. A maioria das pessoas aposta que nasceu para o topo, ignorando que, estruturalmente, a vasta maioria sempre será "plebeia".
2. O custo desproporcional do esforço e o peso da realidade:
Mesmo que alguém consiga alcançar uma posição de topo sem ter a vocação/perfil natural para ela, o esforço contínuo para se manter nesse papel gera dor e um peso de decisões que frequentemente não compensam o prazer obtido.
3. O risco das interpretações prontas e do efeito "papagaio":
Frases filosóficas desconectadas de um contexto amplo geram projeções convenientes. Muitas pessoas apenas repetem conclusões de terceiros (professores ou pensadores de estimação) sem ter uma leitura holística da obra ou sem admitir a impossibilidade de determinar com 100% de certeza a intenção do autor.
4. A autodescoberta é gradual e exige maturidade temporal:
Ninguém nasce se conhecendo. Identificar virtudes, defeitos, limites físicos, inteligência e capacidades reais leva tempo, testes e comparações práticas que só amadurecem no final da adolescência e início da vida adulta.
5. A aplicação prática do pensamento só faz sentido após os 20 anos:
Qualquer reflexão séria sobre "tornar-se quem se é" deve levar em conta a realidade da média populacional e ser feita quando o indivíduo já tem consciência clara das suas habilidades e incompetências.
6. Tentar dentro das possibilidades reais (A analogia do chute no futebol):
Gostar de algo (como escrever) não garante sucesso, mas a ausência de ação garante o fracasso. É preciso agir com consciência: não adianta dar "chutes de qualquer jeito" (desperdiçar energia), mas é necessário arriscar finalizações conscientes para ter a chance de obter um resultado positivo.
7. A incompatibilidade entre Mérito, Sorte e "Destino Predeterminado":
A vida não é um trilho fixo. Como a conquista depende de uma combinação constante entre o mérito pessoal (esforço aplicado) e a sorte (eventos imponderáveis), fica ilógico sustentá-la sobre a ideia de um destino estático ou pré-traçado.
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